O Sr. Levino Fassbinder, irmão de nossa cozinheira, e o futuro marido dela, Sr. Erno Berwian trabalharam comigo por longo tempo. Com o decorrer dos anos muitos jovens também trabalharam como meus ajudantes. Ainda hoje um deles trabalha na empresa. É o Sr. Celino Schmokel que atualmente é vendedor no Gartencenter. Duas moças trabalharam também durante longo tempo conosco. A Sra. Marli Boone, hoje casada com o Sr. Luis B. Utzig e a Sra. Marlene Gottschalk, hoje casada com o Sr. Flávio Knorst. Para nossa satisfação ainda hoje todas estas pessoas são nossas amigas, inclusive algumas delas moram na vizinhança da nossa casa. Sempre tive boas relações com nossos ajudantes, procurando pagar um salário justo. Jamais tive algum problema judicial com empregados.

 

Nos períodos em que não havia crianças no Kinderheim eu e Gretel saíamos para viajar. Conhecemos as lindas praias de Santa Catarina, sempre aproveitando para fazer contatos com jardineiros e para pesquisar novidades e plantas típicas destas regiões.

 

Na nossa região como em todo o mundo acontecem fenômenos que são popularmente chamados de febres. Muitos clientes procurando ao mesmo tempo uma mesma espécie de planta que por algum motivo tornou-se a planta da moda. A primeira experiência deste tipo que eu tive foi a febre do Pau D’água. As pessoas não queriam a planta em si (Dracaena fragans), mas mudas feitas a partir do corte de seus troncos em pedaços de 10-12 cm que eram mergulhados parcialmente em recipientes com água e das quais brotavam lindas folhas verdes listradas com amarelo muito usadas para decorar interiores.

 

Para conseguir matrizes tive que procurar no litoral catarinense e nos arredores de Blumenau, pelo motivo de que esta planta não crescia em nossa região que tinha um inverno rigoroso demais para uma planta que era originária da África.

 

A BR 101 ainda não existia e a velha estrada passava por todas as pequenas vilas e povoados à beira da praia. As paisagens eram deslumbrantes e o prazer da viagem só não era maior devido aos solavancos que a Kombi sofria por causa do péssimo estado da estrada. Mas para nós esta viagem era de negócios. Quando se avistava uma muda de Pau D’água parávamos e começava a pechincha com o proprietário que geralmente nem entendia porque aquela muda nos interessava. Raras vezes perdíamos algum negócio. Com a ajuda de Gretel e armados de facão, serrotes, machados e outras ferramentas a muda era cortada e carregada na Kombi que sempre voltava carregada para Nova Petrópolis. O serviço então era cortar no tamanho mais apropriado e colocar cada pedaço na água para que a brotação acontecesse.

 

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