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Em
Gramado o Sr. Ahner tinha contratado
um colono alemão para trabalhar na chácara
que era o Sr. Marmitt, hoje dono de
uma Floricultura. O Sr. Ahner como
pioneiro do cultivo das flores anuais
conseguiu colorir toda a cidade de
Gramado. No início eu também
comprava flores dele para embelezar os
jardins que plantava em toda a região
serrana. Com o tempo senti-me na
necessidade de começar também a
produzir estas flores, que hoje são o
principal produto da nossa
Floricultura.
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Em
Portão conheci uma moça chamada
Melita que já não era muito jovem e
residia na companhia de sua mãe em
uma antiga casa em estilo enxaimel. A
casa era rodeada por uma linda mata.
Entre as árvores, folhagens e flores
a vida ia passando para a anciã que já
estava presa a uma cadeira de rodas. O
pai de Melita, já falecido, tinha
grande paixão por plantas. Lá
estavam plantadas as mais antigas e
lindas Extremosas que eu já havia
visto, que floriam na cor lilás já
pouco procurada em nossos dias.
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Melita
cultivava e vendia mudas de Monsteras,
Imbés, Philodendrons, Maranthas e
Rhapis. Uma particularidade a respeito
das negociações com Melita era o
fato de que se ela não gostasse do
comprador ou se este tentasse
pechinchar no preço ou levar mais
mudas que ela se dispunha a vender a
negociação era interrompida e
provavelmente ela não venderia mais
nenhuma muda para este cliente. Ela
tinha um gênio muito difícil, mas
tínhamos um bom relacionamento
e eu sempre comprava lindas mudas para
atender as minhas necessidades.
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Em
Pareci Novo, perto de Montenegro,
existiam muitos produtores de frutas,
em sua grande maioria cítricas e com
isto surgiram os produtores de mudas
destas espécie.
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No
Seminário (Escola de Padres Católicos)
o Irmão Braun ensinava aos jovens as
práticas mais adequadas de
agricultura e fruticultura. Um dos
alunos do Irmão Braun foi o Sr.
Mueller, hoje dono de uma grande
Floricultura naquela região.
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